Mirena e Kyleena são os dois DIUs de levonorgestrel comercializados no Brasil, e o que os separa está na quantidade de hormônio, no tempo de uso aprovado e nas indicações registradas em bula. O Mirena contém 52 mg de levonorgestrel e é aprovado para contracepção por até 8 anos, além de ter indicação em bula para menorragia idiopática e para prevenção da hiperplasia endometrial na terapia de reposição estrogênica, ambas por até 5 anos. O Kyleena contém 19,5 mg, tem indicação exclusiva de contracepção por até 5 anos e usa um tubo de inserção mais estreito, de 3,8 mm contra 4,4 mm. Em Cascavel, a Dra. Marília Moscal avalia e insere os dois no consultório do Hospital São Lucas. A definição de qual dispositivo indicar é individual e feita em consulta.

Dois Nomes Comerciais, o Mesmo Hormônio

Mirena e Kyleena são marcas de um mesmo tipo de dispositivo: o sistema intrauterino que libera levonorgestrel dentro da cavidade uterina. Quando a paciente pergunta "qual dos dois é melhor", a resposta honesta é que a pergunta está mal formulada. Não existe um superior ao outro, existe um mais adequado ao que aquela paciente precisa resolver, e é isso que a consulta define.

Esta página trata especificamente do que separa um do outro. As dúvidas anteriores a essa escolha, como o que é um dispositivo intrauterino, como a inserção é feita e quais cuidados vêm depois, estão reunidas no conteúdo sobre DIU em Cascavel, que cobre também as versões de cobre e de prata. Se a decisão ainda está no estágio anterior, entre método hormonal e não hormonal, ou entre dispositivo e implante, o material sobre como escolher o método contraceptivo vem antes deste.

O Que Está Registrado em Bula para Cada Um

A comparação abaixo usa apenas o que consta nas bulas aprovadas pela Anvisa. São dados verificáveis, e é a partir deles que a discussão clínica começa:

CaracterísticaMirenaKyleena
Levonorgestrel no dispositivo52 mg19,5 mg
Contracepção aprovada porAté 8 anosAté 5 anos
Outras indicações em bulaMenorragia idiopática e prevenção da hiperplasia endometrial na terapia de reposição estrogênica, por até 5 anosNenhuma além da contracepção
Diâmetro do tubo de inserção4,4 mm3,8 mm
Identificação no ultrassomSem anel de prata; fios marronsAnel de prata junto aos braços horizontais; fios azuis
Falha em 1 ano / acumulada em 5 anosCerca de 0,2% / 0,7%Cerca de 0,2% / 1,4%

Um ponto merece atenção porque gera confusão frequente: o prazo de 8 anos do Mirena vale somente quando ele é usado como contraceptivo. Quando a indicação é menorragia idiopática ou proteção do endométrio durante terapia de reposição estrogênica, o limite volta a ser de cinco anos. Bulas impressas em versões mais antigas ainda trazem cinco anos também para a contracepção, o que explica orientações divergentes que a paciente às vezes recebe.

Avaliação para DIU Hormonal em Cascavel

A definição entre Mirena e Kyleena acontece na consulta, a partir do histórico e do padrão menstrual da paciente.

Agendar Consulta pelo WhatsApp

O Que Puxa a Indicação para o Mirena

A vantagem prática do Mirena não está na contracepção em si, já que os dois dispositivos têm índice de falha semelhante no primeiro ano. Está no fato de ele carregar indicações adicionais aprovadas. Para uma paciente que já convive com sangramento menstrual excessivo sem causa orgânica identificada, o mesmo dispositivo responde por duas frentes ao mesmo tempo. A bula registra redução de 62% a 94% do volume de sangramento ao fim de três meses de uso em mulheres com menorragia, e de 71% a 95% ao fim de seis meses.

Há uma ressalva registrada na própria bula e que costuma ser omitida: a menorragia causada por leiomiomas submucosos responde de forma menos favorável. Ou seja, quando o sangramento intenso tem origem em um mioma uterino nessa posição, o resultado esperado muda, e isso precisa entrar na conversa antes da inserção, não depois. Sangramento fora do padrão sem causa esclarecida exige investigação prévia, e o caminho dessa apuração está descrito no conteúdo sobre irregularidade menstrual.

A segunda indicação exclusiva do Mirena é a proteção do endométrio em mulheres que fazem reposição estrogênica. Nesse cenário, o dispositivo cumpre o papel do progestagênio da terapia, e o prazo de troca passa a ser de cinco anos, contados da inserção.

O Que Puxa a Indicação para o Kyleena

O Kyleena entra na conversa quando o objetivo é exclusivamente contraceptivo e não há queixa de fluxo intenso a tratar junto. Ele carrega pouco mais de um terço do levonorgestrel do Mirena e tem estrutura e aplicador mais estreitos, com tubo de inserção de 3,8 mm contra os 4,4 mm do outro. O estudo que sustentou o registro incluiu 1.452 mulheres entre 18 e 35 anos, das quais 39,5% nunca haviam tido filhos.

Há um efeito colateral desejável dessa diferença: quem quer manter algum sangramento visível ao longo do uso tende a se identificar mais com o perfil do Kyleena, já que a supressão do endométrio é menos intensa. Não é garantia, e ninguém consegue prever o padrão menstrual individual antes do uso. É uma probabilidade, e é assim que deve ser apresentada.

Três Critérios que Não Deveriam Decidir a Escolha

"Menos hormônio é sempre melhor"

A quantidade menor do Kyleena não elimina alteração menstrual nem garante melhor tolerância. Os dois agem principalmente dentro do útero, com passagem reduzida para a corrente sanguínea.

"Parar de menstruar é o objetivo"

Ausência de menstruação é um desfecho possível dos dois, não uma meta clínica. Para algumas pacientes é o resultado desejado, para outras é justamente o que se quer evitar.

"O mais novo é o mais moderno"

Data de lançamento não é critério de indicação. O dispositivo com registro mais antigo é o que acumula mais anos de dado publicado e o que carrega mais indicações aprovadas.

O que realmente pesa na decisão é outro conjunto de fatores: o padrão menstrual atual, a existência ou não de queixa a ser tratada além da contracepção, o intervalo de tempo em que a paciente pretende não engravidar e o histórico clínico completo. Esses critérios se aplicam a qualquer método de longa duração e valem também para a comparação com o implante contraceptivo, que é subcutâneo e não intrauterino.

Como Funciona em Cascavel

O atendimento em Cascavel acontece no consultório da Dra. Marília Moscal Zoratto no Hospital São Lucas, na Rua Engenheiro Rebouças, 2219, 2º andar, Sala 13, Centro, CEP 85812-130. O agendamento nesta unidade é feito pelo telefone (45) 3309-2437. O que a paciente marca nesse primeiro contato é a consulta de avaliação, não a inserção: é nela que a escolha entre os dois dispositivos é definida e que se confirma a ausência de contraindicação.

Cascavel concentra a demanda de boa parte do Oeste do Paraná, e é comum que a paciente venha de um município vizinho especificamente para o procedimento. Nesses casos vale organizar as duas etapas com antecedência, já que avaliação e inserção nem sempre ocorrem no mesmo dia. O escopo mais amplo do acompanhamento contraceptivo está descrito em planejamento familiar em Cascavel, e a rotina do consultório, em ginecologista em Cascavel. Para quem se atende na outra unidade, as etapas e o agendamento estão descritos em DIU hormonal em Laranjeiras do Sul. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre Mirena e Kyleena?

Os dois liberam o mesmo hormônio, o levonorgestrel, mas em quantidades diferentes. O Mirena contém 52 mg e o Kyleena, 19,5 mg. A bula aprovada pela Anvisa registra contracepção por até 8 anos para o Mirena e por até 5 anos para o Kyleena. O Mirena tem ainda duas indicações que o Kyleena não tem: menorragia idiopática e prevenção da hiperplasia endometrial na terapia de reposição estrogênica, ambas por até 5 anos.

O Kyleena tem menos hormônio, então é a opção mais leve?

Menor quantidade de levonorgestrel não significa automaticamente menos efeito indesejado nem melhor tolerância. Os dois dispositivos agem principalmente dentro do útero e ambos alteram o padrão menstrual. A quantidade de hormônio é um dos critérios da escolha, não o único, e a decisão depende da avaliação clínica individual.

Quem nunca engravidou pode usar Mirena ou Kyleena?

Nunca ter engravidado não é, por si só, uma contraindicação a nenhum dos dois. O estudo clínico que sustentou o registro do Kyleena incluiu mulheres nulíparas. O calibre do tubo de inserção difere entre os dispositivos, 4,4 mm no Mirena e 3,8 mm no Kyleena, e esse é um dos pontos avaliados na consulta anterior ao procedimento.

É possível diferenciar os dois em um ultrassom?

Sim. O Kyleena tem um anel de prata próximo aos braços horizontais, visível no ultrassom, e fios de remoção azuis. O Mirena não tem esse anel e usa fios marrons. Esses detalhes ajudam a identificar qual dispositivo está posicionado quando a paciente não tem essa informação registrada.

Preciso trocar o dispositivo exatamente no prazo da bula?

O prazo da bula é o limite de eficácia comprovada em estudo, e é ele que define quando remover ou substituir. Para o Mirena usado como contraceptivo, esse limite é o fim do oitavo ano. Para o Kyleena, o fim do quinto ano. Quando o Mirena é usado para menorragia idiopática ou proteção endometrial, o limite passa a ser cinco anos.

Onde o procedimento é feito em Cascavel?

No consultório da Dra. Marília Moscal no Hospital São Lucas, Rua Engenheiro Rebouças, 2219, 2º andar, Sala 13, Centro, CEP 85812-130. O agendamento em Cascavel é feito pelo telefone (45) 3309-2437. A escolha entre Mirena e Kyleena acontece na consulta anterior ao procedimento.

Converse sobre Mirena e Kyleena em Cascavel

Avaliação individualizada no Hospital São Lucas, com discussão das duas opções antes de qualquer procedimento.

Agendar Consulta pelo WhatsApp